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05/03/10
Ágata Swietkewicz já sonha com os Jogos Olímpicos
A vitoriana Ágata Swietkewicz é hoje uma das grandes promessas do judo nacional. Aos 15 anos de idade, a atleta tem já no currículo a conquista dos títulos de campeã nacional de esperanças e vice campeã de juniores (-63 quilos), mas promete não ficar por aqui. «O meu grande sonho é chegar aos Jogos Olímpicos», revela prontamente com um brilho extra nos olhos azuis. Nos próximos dias 28 e 29, em Frangirola (Espanha), discutirá a Taça da Europa de Esperanças. «Vai ser uma prova muito competitiva, mas vou trabalhar e dar o meu melhor para chegar ao pódio», afirma a jovem filha de Pai Polaco e Mãe Portuguesa. A determinação de Ágata Swietkewicz é reconhecida por todos os que a conhecem desde que, aos 11 anos, entrou para secção de judo do clube, contrariando o cepticismo inicial dos pais. «Desde cedo tive curiosidade em experimentar judo, mas os meus pais foram adiando a minha entrada porque era muito pequena. Só aos 11 anos, depois de alguma insistência, é que comecei», recorda.
O percurso da judoca não tem sido um mar de rosas. Dor e sofrimento são também palavras que fazem parte do vocabulário. Apenas seis meses após o início da prática da modalidade, o tapete não foi sufi ciente para evitar um
braço partido. Mesmo de braço ao peito, Ágata Swietkewicz assistia, acompanhada pelo pai, às aulas dos colegas, recusando desistir. «Não quis dar parte fraca e voltei ao judo logo que pude».
Modelo a seguir Nas aulas de judo, que decorrem às segundas, quartas e sextas-feiras no
ginásio número 5 do Bonfim, a campeã nacional de esperanças desempenha um papel importante junto dos 54 colegas distribuídos por três classes. «Sempre que necessário ajudo. Sinto que os mais pequenos olham para mim com curiosidade», reconhece, admitindo que se sente hoje «mais empenhada do que nunca». Ágata Swietkewicz estuda no Colégio St. Peter’s School e já decidiu qual a área que profissional que pretende seguir. «Quero ir para Ciências de Comunicação ou Relações Internacionais. Gosto de línguas e trabalhar numa Embaixada é uma ideia que me agrada». Para obter resultados no judo, a atleta, que tem dupla nacionalidade, abdica quase sempre do estilo de vida que a maioria das colegas e amigas têm. «Como obtenho resultados sinto-me satisfeita, mesmo que não saia tanto como as colegas porque tenho treinos e competição».
Nos tempos livres, a vitoriana, que além de torcer pelo clube que representa simpatiza com o Sporting, gosta de passear com os amigos, surfar no
Verão e ver televisão. «Faço um pouco de tudo, mas nada de Playstation».

Mais informação no Jornal do Vitória, amanhã com o Jornal Expresso ou no Quiosque em www.vfc.pt/quiosque, o jornal será igualmente distribuído no Estádio do Bonfim, antes do jogo com o SC Braga.
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